Ivam Sader, líder da banda Mestre Duca, conta como foi a experiência de dividir o palco pela primeira vez com um dos maiores ídolos do rock nacional da atualidade, Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas. Esse momento especial aconteceu no Madalena Música & Bar, em Rio Claro, onde a banda tem se apresentado com certa freqüência.
Na estrada desde 2002, Mestre Duca possui dois trabalhos lançados e acaba de faturar o cobiçadíssimo troféu Super Cap de Ouro 2008, considerado o “Oscar Brasileiro”, na categoria Banda Revelação de Pop Rock. O que representa tocar ao lado de Tico Santa Cruz? Que músicas tocaram? Representa uma troca de experiências especial e isso é o mais importante. Conversei muito com o Tico na viagem para Rio Claro sobre o cenário musical brasileiro e da falta que sentimos de boas bandas novas para representar o rock hoje em dia. Contamos apenas com a galera que iniciou tudo isso no Brasil e que continua levando essa bandeira, como o extinto Barão Vermelho, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Capital Inicial, entre outros das antigas.
Pro Mestre Duca, que está entrando no cenário nacional lentamente, é uma honra saber que temos bandas da nova geração do rock como o Detonautas, que fazem música de qualidade e consistente, na qual podemos nos espelhar.
Como começou a química entre vocês? Onde rolaram os ensaios? A admiração pelo trabalho sempre existiu, mas nunca tivemos a oportunidade de dividir o palco, só nos encontramos em bastidores algumas vezes, mas no palco, a primeira vez foi no Madalena.
Quando ele aceitou o convite ficamos muito felizes, pois foi uma forma de reconhecimento do nosso trabalho, que foi avaliado por todos da equipe do Tico.
Não fizemos nenhum ensaio, ele mandou o repertório que gostaria de fazer e o Mestre Duca ensaiou em São Paulo sem ele. Quais as influências do Mestre Duca? Bem, cada um da banda tem sua influência e formação. Falando no geral, gostamos muito de John Mayer, U2, Barão Vermelho, Lulu Santos, Ed Motta, Goo Goo Dolls entre outros. Quem escreve as letras? São todas composições minhas, exceto uma música do primeiro CD. Como está a aceitação de “Quando Acontece”? Esse foi um disco surpreendente. Antes de sair do estúdio já estávamos todos orgulhosos. Até agora não recebemos uma crítica negativa do disco. A música de trabalho, que dá nome ao disco, tem uma enorme aceitação. Todas as rádios que tocam têm um ótimo feedback, e está representando muito bem esse nosso novo trabalho. Tem previsão para o próximo lançamento? Previsão de lançamento não, mas como sou uma pessoa muito ansiosa, já compus o terceiro CD inteiro do Mestre Duca. Como a banda começou? A banda começou em 2002, quando tive a idéia de gravar um disco autoral. Na época, éramos eu e um baterista, que saiu logo nos primeiros meses. A idade de cada integrante e profissão (por formação). Ivam Sader, vocalista, 28 anos formado em Administração em Marketing
- Kiko Castro, guitarrista, 26 anos formado em música -
Diego Brianezi, baixista, 29 anos, formado em música -
Lucas Casacio, baterista, 27 anos, formado em música
O único que não estudou para essa carreira fui eu, mas me dedico totalmente ao trabalho juntamente com o Kiko (guitarrista) e com a Carol (nossa empresária). São várias apresentações no Madalena. O que vocês acham do local? O Madalena é um lugar especial. A gente acompanhou a evolução da casa e vice-versa. A reforma, o público, enfim, muita gente pergunta se somos de Rio Claro. Isso mostra o quanto nos sentimos em casa tocando aí. E do público? Muitas fãs em Rio Claro? Graças a Deus. Temos muitos amigos, muita gente que gosta da banda, do nosso trabalho e só temos a agradecer esse carinho. É o que alimenta o sucesso de uma banda. A banda tem feito alguns shows na região. Como está a agenda? Temos shows em algumas cidades próximas, onde também somos muito bem recebidos e temos muitos amigos. Cidades como Piracicaba, Indaiatuba, São Carlos, Limeira, Araras, Leme... Nossa, nem lembro mais de todas. O que é mais difícil conciliar no grupo? Não temos mais os problemas do começo, pois todos estão dispostos a trabalhar e isso facilita nossa jornada, que exige muita dedicação e disponibilidade de tempo. O real problema num trabalho são as divergências de opiniões e vontades, que resolvemos numa boa, pois o que mais importa é tocar muito, divulgar bastante nosso trabalho e nos divertir. Site: http://www.mestreduca.com.br Entrevista à jornalista Neuzeli Morais |
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